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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Investimentos Bilionários x Modelo Energético Brasileiro


Crédito: Getty Images
Com estudos da Bloomberg prevendo alta competitividade da tecnologia eólica e solar e maior participação de hidrelétricas, geotérmicas e geração por biomassa, a previsão de crescimento de energias renováveis aponta para crescimentos que atingiriam 4,5 vezes a capacidade de renováveis até 2030, para tanto, um investimento de US$630 Bilhões por ano é esperado.


Para este ano, está previsto um Leilão de energia A-0 (Leilão de energias existentes) que teve algumas pequenas alterações com relação ao prazo de fornecimento de energia, reduzido de 2 (dois) anos para um ano aproximadamente.

Crédito: AI
Seguindo a linha de investimentos no setor de renováveis, a Honda pretende investir R$100 milhões na construção de um parque eólico (entrada em operação em 07/2014) de modo a atender a demanda de sua nova fábrica no Brasil localizada em Sumaré (SP). Com capacidade instalada de 27MW (9turbinas x 3MW), a fábrica de automóveis pretende gerar até 95.000 MWh/ano, reduzir a emissão de 2.200 tonCO2/ano equivalentes em crédito de carbono (30% do total gerado pela fábrica) e fabricar até 150.000 carros/ano.A energia gerada pretende suprir 10% do consumo de energia da fábrica e demonstra a grande preocupação da Honda com investimentos socioambientais.

Crédito: Getty ImagesO aumento nos requisitos de geração de energia eólica no Brasil já para o certame de 10 de agosto, colocando como requisito o P90 (90% de probabilidade que o parque tem de produzir o volume comercializado) substituindo o P50 (50% de probabilidade que o parque tem de produzir o volume comercializado) já era uma medida esperada pelo setor que já sinaliza aumentos nos custos, no entanto sem perder a competitividade no setor de geração de energia.

Um leilão de Energia de Reserva para empreendimentos eólicos marcado para 23 de agosto poderá ter alguns entraves referentes ao novo requisito P90 mencionado anteriormente. A energia contratada será na modalidade quantidade de energia, e terá início do suprimento a partir de 1º de setembro de 2015, com prazo de 20 anos.

Fontes: JE1 / JE2 / JE3 / JE4 / JE5

terça-feira, 16 de abril de 2013

Energias Renováveis - "De Vento em Poupa ao Sol"

Diversas modificações do mercado estão acontecendo no setor de energia elétrica no Brasil e no mundo. Grande empresas fabricantes de tecnologias de energias renováveis fechando ou abrindo concordatas, mercados de investimentos em baixa... o Mercado não esta pra peixe. No entanto, o mercado de energia eólica no Brasil não está longe do esperado. Com participações atuais expressivas, o mercado de eólico ainda promete este ano.

Fonte: Jornal da Energia

Estratégia busca dar mais competitividade para as parcerias da companhiaPor Natália Bezutti

A Impsa, primeira empresa a se enquadrar nas novas regras de nacionalização de equipamentos impostas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), não vê com otimismo o aumentos dos preços para os próximos certames eólicos e, por isso, aposta em pré-contratos para seus clientes. Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Ferreira, 500MW já foram assinados nessa modalidade, e outros 500MW estão sendo negociados.
Crédito: Impsa/Divulgação
A estimativa é de que três leilões sejam realizados em 2013, envolvendo a oferta de 20 mil MW. De acordo com Ferreira, com a estratégia adotada, é possível que a empresa estude mais a fundo cada projeto, com as características específicas do cliente e, assim, preencha o volume de sua fábrica.

Além disso, a Impsa possui duas fábricas, uma em Cabo do Santo Agostinho, Pernambuco, e a outra em Guaíba, Rio Grande do Sul, com capacidade total de produção de 270 aerogeradores por ano, com 2MW de potência cada. A empresa fechou contrato recentemente com a LM Wind, que será responsável pelo fornecimento das pás de seus aerogeradores, que empregará cerca de mil pessoas.

Mas para fechar o negócio de vez com seus clientes, Ferreira revela o verdadeiro argumento. “Visite as fábricas antes de fechar o negócio, veja a estrutura de engenharia, a montagem...Isso fará você escolher seu forncedor”.

Entidade calcula que patamar de contratação de 2GW anuais deve ser mantido para manter fabricantes e consolidar cadeia produtivaPor Fabíola Binas

Crédito: AbeeolicaEm um mercado onde o novo modelo requer uma otimização cada vez maior entre investimentos e receita dos parques, os agentes do setor eólico esperam que os próximos leilões continuem apontando para a expansão sustentável da fonte. “Precisamos, pelo menos, da inserção de 2GW ao ano na matriz”, comentou presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo. Ela acredita que esse seria um patamar adequado para manter manter os atuais fabricantes no país e consolidar a cadeia produtiva.

O setor eólico enfrentará um momento de aperto nos custos devido ao aumento nos preços dos aerogeradores, já que os fabricantes terão que se adaptar a regras mais rígidas para obtenção de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da possibilidade das empresas geradoras terem ainda que investir em sistemas de transmissão. “Ainda que haja o aumento dos custos, a fonte vai continuar competitiva em comparação com outras.”, avaliou Elbia, em evento realizado na manhã desta segunda-feira (15/04).

Os representantes da Abeeolica consideram que, após a demanda fraca dos leilões do final de 2012, neste ano o cenário será melhor pela questão da sobrecontratação das distribuidoras estar resolvida, e por ter passado o impacto inicial da Medida Provisória 579, o que traria uma maior segurança. “Agora é esperar para ver como o governo fará essa contratação nos leilões, quanto será dedicado a cada fonte”, lembrou a executiva.

Em relação à situação com os parques que ficaram prontos, mas estão sem conexão para gerar energia, a Abeeolica acredita que pode ser resolvido com planejamento. “O sistema de transmissão poderia ser planejado para levar a conexão às regiões onde estão os bolsões eólicos”, falou o presidente do conselho de administração da entidade, Otávio Silveira. Já Elbia sugeriu também que os agentes se juntem em consórcios e condomínios para investir em transmissão.

Desempenho
Ainda que tenham que enfrentar desafios, o setor eólico comemora o desempenho operacional positivo de 2012. Para se ter uma ideia, o fator capacidade - a proporção entre a geração efetiva e a capacidade em um mesmo período - atingiu um pico próximo de 70% no ano passado, sendo que o parques da segunda fase ficaram em 54%. Nos dois casos, os percentuais estão acima - 43% e 45%, respectivamente - esperados.

“É importante observar que o pico foi exatamente no período de baixa vazão do reservatórios, provando que a eólica é uma importante fonte complementar”, argumentou a presidente da Abeeólica. A associação estima ainda que, se não fossem a força dos ventos, o país teria gasto R$ 500 milhões a mais com despacho térmico em dezembro de 2012 e, considerando o ano todo, deixou de ter gasto R$ 1,6 bilhões.

A associação estima que a capacidade instalada deva saltar dos atuais 2,5GW para 5,9 GW este ano. O potencial eólico atual permitiu o abastecimento de 2,5 milhões de residências no ano passado, o equivalente a 7,5 milhões de habitantes.

Australianos economizam cerca de US$ 500 milhões ao ano com microgeraçãoPor Fabíola Binas

Crédito: Divulgação Windeo
A Austrália ultrapassou em março a marca de um milhão de residências que geram sua própria energia por meio de painéis fotovoltaicos. Com isso, cerca de 2,5 milhões de australianos conseguem economizar cerca de US$ 500 milhões por ano nas contas de luz. As informações são do Clean Energy Regulator, órgão governamental que acompanha o setor de fontes renováveis.

O chefe-executivo do Clean Energy Council, David Green, reforçou o salto dado pelo setor em apenas cinco anos. “Em 2008 eram somente 20 mil sistemas instalados em todo o país”, contabilizou. O executivo acrescentou que os sistemas de microgeração foram aceitos com entusiasmo por várias classes de famílias australianas, como uma forma de proteção dos preços de energia.

Na Austrália, a indústria solar recebeu bilhões de dólares em investimentos, ocasionando a geração de mais de oito mil empregos. A ideia é de que fonte alcance 20% de participação na matriz energética. “Os consumidores retomaram o controle de suas contas de luz ao usarem uma fonte limpa e tecnologia inteligente”, disse Green.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Projeto fotovoltaico em SP pode produzir energia a R$150 por MWh

Como estou um pouco sem tempo mas não poderia deixar de deixar registrado aqui o preço de energia solar tão baixo quanto esse...segue uma matéria no Jornal da Energia com preços de solar a R$150,00/MWh.

Fonte: JE

Projeto fotovoltaico em SP pode produzir energia a R$150 por MWh

Usina de 100MW está nos planos da espanhola Solatio e da alemã Q-Cells e deverá ser instalada em São João da Boa Vista


A espanhola Solatio Energy e a alemã Q-Cells negociam a implantação de um projeto fotovoltaico de 100MW em São João da Boa Vista, localizada a 239 quilômetros de São Paulo. De acordo com o subsecretário de Energia de São Paulo, Milton Flávio, os empreendedores afirmam que podem produzir essa energia ao valor de R$150 por MWh, menos da metade dos cerca de R$400 por MWh estimados pelo mercado atualmente.
“São fabricantes que têm essa capacidade de produção e eles estão nos garantido que entregarão energia a esse preço”, afirmou Milton Flavio. Os equipamentos, neste primeiro momento, seriam importados, mas as empresas estudam implantar linhas de produção no País. “Existem fábricas na Alemanha que estão ociosas e podem trazer para cá uma linha de produção. Mas precisa criar o mercado e essa é nossa obrigação”, disse.
Segundo o subsecretário, as negociações para a implantação do projeto estão adiantadas. “Já fizemos reuniões com os investidores e nas próximas semanas vamos conversar o proprietário da indústria que tem o terreno e está interessado no negócio, para ver se avançamos”, disse.
Nesta quarta-feira (03/04), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin assinou um decreto que estabelece o deferimento e a suspensão do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para as cadeias produtivas dos setores eólico e solar. Na ocasião, também foi apresentado o “Levantamento do Potencial de Energia Solar Paulista”, que aponta que o estado tem um potencial para produzir 12 TWh/ano, o suficiente para abastecer 4,6 milhões de residências, um pouco mais de 10% de sua população.
A isenção tributária, a princípio, era válido apenas para a cadeia de produtos termossolar, mas os benefícios serão estendidos também para os fotovoltaicos. “Termosolar era o que tinha quando o decreto foi solicitado, mas por isonomia isso será estendido automaticamente para o fotovoltaico. Claro que tem que fazer um novo decreto, mas é um assunto que não padece de discussão”, disse. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Maior Solar do MUNDO !

Nenhum lugar melhor com índices de incidência solar do que os países localizados nos Emirados Árabes. Pelo menos esta é a visão dos investidores do maior empreendimento solar fotovoltaico do mundo. Com capacidade instalada de 100MW (O equivalente 3 pequenos parques eólicos brasileiros), o sultão irnforma investimentos na ordem de US$600 milhões.

Com 192 coletores solares, o complexo solar evita a emissão de 175.000 toneladas de CO2 por ano, o equivalente a retirada de 15.000 carros de vias públicas.

Com o aumento da dificuldade de exploração e consequentemente a grande elevação dos custos para a aexploração de petróleo offshore no Brasil, o preço do gás natural e do petróleo só aumentam e indicam escasses forçando o governo a buscar outras fontes de geração de energia elétrica.

Com as situações ambientais de hidrelétricas todas paralisadas, as novas fontes de geração alternativa estão aproveitando para entrarem no mercado nacional, caso da energia eólica e da solar. Quem sabe como estará o mercado de energia nos próximos 5 anos.



Abu Dhabi passa a ter a maior planta de energia solar concentrada do mundo

Usina de 100 MW recebeu investimentos de US$ 600 milhões; Projeto é parceria da Masdar, Total e Abengoa

Os Emirados Árabes Unidos, país rico em petróleo, entraram neste final de semana para o grupo de produtores de energia solar com o início do funcionamento da maior central produtora de energia solar concentrada (CSP) no mundo.


Crédito: MasdaA central, com uma capacidade de 100 MW e um custo de US$ 600 milhões, permite fornecer energia a 20 mil casas. O seu parque solar é formado por grandes parabólicas de sensores espelhados, cobrindo uma superfície equivalente a 285 estádios de futebol.


O parque está instalado em pleno deserto de Madinat Zayed, na região ocidental do EAU, a cerca de 120 quilómetros a sudoeste de Abu-Dhabi, uma das regiões mais ensolaradas e quentes do mundo.

“Esta é a maior central fotovoltaica a trabalhar no mundo”, disse o sultão al-Jaber, responsável da Masdar, firma encarregue do projeto que ambiciona prover sete por cento das necessidades energéticas a partir de fontes renováveis do do Emirado do Abu Dhabi.

"Hoje, Shams-1 é, a todos os níveis, a maior central do mundo que utiliza tecnologia fotovoltaica”, sublinhou Santiago Seage, da espanhola Abengoa Solar, um dos três parceiros do projeto.

A árabe Masdar controla 60% do projeto, lançado em julho de 2010, que inclui os franceses da Total e os espanhóis da Abengoa Solar que entre si partilham os restantes 40%.

Com a abertura de Shams-1, a Masdar gera 10% da energia solar produzida no mundo, assegurou um resposável do projeto. A empresa é responsável também por 68% das energias renováveis produzidas no Golfo Pérsico.

Os 192 coletores solares do parque de Shams-1 geram uma energia que evita a emissão de 175.000 toneladas de carbono por ano, o que equivale à retirada de circulação de 15.000 carros.

Segue abaixo mais fotos encontradas sobre o grande, ou melhor, o maior empreendimento solar do mundo.
Pot = 100MW (Fonte: Galileu)





terça-feira, 15 de janeiro de 2013

OLED - Informativo sobre a Tecnologia

Embora a tecnologia já tenha chego a gosto popular por meio de eletrônicos como celulares, televisões, monitores, lâmpadas e outros, muito pouco se sabe efetivamente sobre os LCDs, LEDs e OLEDs.

Em reportagem da Tecnomundo, a tecnologia de como o OLED funciona pode ser um pouco mais compreendida.

Fonte: Tecnomundo



Regime: conheça a tecnologia que deixa as telas OLED ultrafinas [ilustração]
Saiba mais sobre uma das tecnologias que podem estar presentes na sua casa nos próximos anos.

Regime: conheça a tecnologia que deixa as telas OLED ultrafinas [ilustração]































































































Você consegue imaginar uma televisão com 55 polegadas e apenas 4 milímetros de espessura? Exatamente, estamos falando de um aparelho que pode ter 1,4 metro de tela, mas ocupando menos de meio centímetro ao ser visto de lado. Assim é um novo televisor apresentado pela LG durante a CES 2013. E, para chegar a esse formato ultrafino, o caminho percorrido foi o das telas OLED.


Mas como essa nova tecnologia consegue transformar as estruturas das televisões a esse ponto? É o que veremos aqui neste artigo. Prepare-se para saber como é o processo de montagem das telas OLED e também veja as diferenças entre elas e as LCD e LED comuns para entender por que nunca veremos uma televisão LCD com essas espessuras reduzidas.

A estrutura das telas OLED

Há várias camadas existentes em uma OLED. A mais básica de todas é o substrato, que é onde toda a estrutura será depositada — ele pode ser composto por lâminas ultrafinas, vidro ou plástico. A primeira camada aplicada ao substrato é o ânodo, que fará a remoção dos elétrons das camadas orgânicas, criando “buracos” elétricos no sistema.

Logo em seguida surgem as camadas orgânicas, uma condutora e uma emissora, que serão responsáveis pela geração da luz utilizada para a transmissão das imagens. A condutora é composta por polímeros plásticos orgânicos que transportam os “buracos” do ânodo ao cátodo.

 A camada emissora também é criada por polímeros plásticos, mas eles são diferentes dos utilizados na camada condutora. São esses polímeros que transportam os elétrons do cátodo para as outras estruturas e é ali que a luz é gerada. Por fim, o cátodo (que não precisa ser transparente) utiliza a energia elétrica da fonte para injetar elétrons na parte orgânica do OLED.

O que são os “buracos de energia” e por que eles são importantes?

Regime: conheça a tecnologia que deixa as telas OLED ultrafinas [ilustração]

Como você viu anteriormente, a corrente elétrica é levada da fonte de energia até as camadas orgânicas do OLED. E é lá que ocorre o processo de geração de luz (nas suas mais diversas cores), graças ao transporte de elétrons e surgimento dos “buracos de energia”. Mas o que são esses buracos?

Quando o cátodo envia energia para a camada emissora, o ânodo remove os elétrons da camada condutora e faz com que um espaço vazio (os buracos) fique ali. No contato das duas camadas orgânicas, os elétrons da emissora encontram os buracos na condutora e os preenchem. Com a mudança energética dos polímeros, os elétrons liberam energia na forma de fótons — gerando luz.

A intensidade da luz e a cores dependem diretamente da quantidade de energia aplicada e também dos tipos de polímeros utilizados nas camadas orgânicas. Por essa razão é possível que as telas OLED compostas com diferentes polímeros apresentem resultados díspares em relação à luminosidade e à demonstração de cores.

Por que ela é mais fina que telas LCD e LED?

Existe um motivo muito simples para isso: telas OLED não precisam de estruturas que gerem luz porque elas conseguem fazer isso sozinhas. As telas LCD precisam de backlight, assim como as telas LED — a grande verdade é que televisores LED são feitos com LCD comuns que utilizam uma camada de LEDs para retroiluminação.

Dessa forma, todas as camadas necessárias para a produção das imagens são realmente aplicadas ao substrato. Confira agora algumas das formas de realizar essa instalação dos OLEDs nos displays.

Métodos de montagem das telas OLED

Como já dissemos, as telas OLED trabalham com uma estrutura única em que ocorrem todas as reações necessárias para a produção das imagens. E atualmente há três métodos principais para a aplicação das camadas no substrato. Um deles — pouco eficiente — ocorre por vácuo térmico, em um processo que envolve a evaporação de compostos orgânicos e a sequente condensação deles em estruturas ultrafinas.

Outro modo similar de depositar os componentes no substrato é por meio de câmaras de baixa pressão. Gases transportam as moléculas orgânicas evaporadas até os substratos resfriados, e lá eles são condensados em filmes. Por fim, existe o processo de impressão. Nele, os OLEDs são aplicados por meio de um spray nos substratos, barateando bastante o processo.

É claro que ainda vai ser difícil encontrar os televisores OLED no mercado nacional, pois eles devem levar pelo menos cinco anos para começarem a se tornar populares — isso nos Estados Unidos. Mas vários celulares já possuem a tecnologia, assim como o console portátil PS Vita. E é claro que ainda veremos muitos equipamentos incríveis com as telas criadas com esses recursos.

Gostou da ideia? Então aguarde novidades muito interessantes em relação ao OLED para os próximos anos. Será que teremos televisores ainda mais finos do que os encontrados atualmente?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bateria Biológica

A utilização dos Smart Grids é fantástica sem sombra de dúvida. Utilizar ainda veículos elétricos na rede  com abastecimentos, recargas e vendas da energia à rede parece então magia do cinema. Um dos possíveis problemas a implementação dos veículos elétricos no mundo encontra-se na questão das baterias, que possuem vida útil determinada baixa e além disso são feitas com materiais de recursos bem limitados.

Para contornar este problema de abastecimento de materia prima, surgiu uma nova tecnologia que utiliza matérias biológicas para a fabricação de baterias. Esta tecnologia pode revolucionar o campo das baterias tanto do ponto de vista de financeiro com do ponto de vista ambiental (descartes).

Leia abaixo um pouco mais sobre a tecnologia que esta surgindo:

Fonte: Tecnmundo
Raiz de planta é usada para criar bateria ecológica

Nova bateria de íon-lítio utiliza corantes para baratear processos e proteger o meio ambiente.

Raiz de planta é usada para criar bateria ecológica
(Fonte da imagem: Reprodução/CCNY)

Um grupo de pesquisadores acaba de encontrar uma alternativa mais “verde” para a produção das onipresentes baterias de íon-lítio — utilizadas em uma infinidade de eletrônicos portáteis. A nova bateria sustentável utiliza a purpurina, um corante vermelho-amarelado extraído da raiz de plantas do gênero Rúbia — usadas há milhares de anos para tingir roupas.

A primeira vantagem (um tanto óbvia) é que a substância não faz uso de processos dispendiosos e poluidores de mineração. Atualmente, o lítio óxido de cobalto (LiCoO2) é o material primordialmente utilizado para a formação de cátodos nas referidas baterias. Entretanto, a extração do cobalto e sua posterior combinação com o lítio é um processo bastante caro, envolvendo ainda uma enorme quantidade de energia.

Segundo o pesquisador Arava Leela Mohana Reddy, em texto publicado pela Rice University (Houston, Texas, EUA), considerando-se o alto consumo de energia envolvido na reciclagem, o resultado são 72 quilos de dióxido de carbono emitidos para a atmosfera para cada quilowatt utilizado no processo.

Carbonilas e hidroxilas eletrificadas

Raiz de planta é usada para criar bateria ecológica

(Fonte da imagem: Reprodução/CCNY)

Conforme mostrou a pesquisa conduzida pela referida universidade — em conjunto com as forças armadas estadunidenses e a City College of New York —, além da purpurina, várias outras moléculas coloríficas de origem biológica também oferecem alternativas com bom potencial, além de agredirem menos o meio ambiente. Isso em razão de grupos de carbonilas e hidroxilas, os quais permitem a passagem de elétrons.

“Esses sistemas aromáticos encerram moléculas ricas em elétrons livres, os quais são facilmente coordenados com o lítio”, explicou o professor de química do City College, George John.

Transformar a purpurina em um eletrodo pode ser feito em temperatura ambiente. Trata-se de um processo simples que envolve a dissolução da purpurina em solvente de álcool e a adição de sais de lítio. No que diz respeito às previsões, os pesquisadores afirmam que o domínio pleno dos mecanismos utilizados no processo deve fazer com que a bateria “verde” seja produzida comercialmente em breve.

Motos 100% Elétricas

Com questões de sustentabilidade cada vez mais ressaltadas no mercado, o surgimento de tendências de smartgrids, geração de energia com fontes de energia renováveis e cada vez maiores dificuldades na obtenção de licenças ambientais, os veículos elétricos começaram a ter um maior destaque embora ainda não sejam comercialmente competitivos.

Segue abaixo uma motocicleta totalmente elétrica que começa a ser cada vez mais atraente.
Motocicleta 100% elétrica atinge 128 km/h



São Paulo – A crescente onda de veículos elétricos também atinge as motocicletas.

A fabricante Hanebrink divulgou fotos da Hustler X5, moto sustentável com aparência esportiva. O motor 100% elétrico, de íon-lítio, da moto foi montada dentro de uma caixa à prova d’água e com refrigeração líquida.

Confira mais fotos da Hustler X5, moto 100% elétrica (LINK)

Segundo a fabricante, essa motocicleta consegue viajar até 321 quilômetros com uma única carga elétrica. A transmissão de 14 velocidades permite atingir velocidade máxima de 128 km/h.

A Hustler X-5 já está em processo de fabricação em massa. Os fãs de motocicletas que quiserem adquirir os primeiros modelos poderão pagar aproximadamente 41 mil reais no site oficial da empresa. A empresa afirma que as primeiras unidades serão entregues até o final de março de 2013.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Solar no Brasil

O "instituto IDEAL" esta com uma iniciativa fenomenal. Cadastro de empresas relacionadas ao setor de energias renováveis solares no Brasil. As empresas podem se cadastrar gratuitamente.

O Site da america do sol é muito bom reunindo todo tipo de informação acerca do assunto. Embora não se aprofunde em questões técnicas, é um ótimo começo para aqueles que pretendem entender onde e como a energia solar pode chegar.



Ideal lança mapa de empresas de geração fotovoltaica no Brasil
Proposta da ferramenta é de auxiliar a localização de prestadores de serviços em cada região

O Instituto Ideal anunciou nesta quinta-feira (13/12) o lançamento do mapa das empresas e profissionais do setor de geração de energia fotovoltaica atuantes no País. A ferramenta foi elaborada em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, com o intuito de auxiliar gestores, instituições e consumidores finais a localizar os prestadores de serviço em sua respectiva região.

Dados como endereço, telefone, projetos recentes e um perfil da experiência da empresa no Brasil estarão disponíveis no site do América do Sol no link www.americadosol.org/fornecedores. Já são mais de 50 empresas cadastradas de todo País, e novas interessadas poderão fazê-lo gratuitamente, diretamente no site.

Desde 2010, o Instituto Ideal tem lançado diversas ações dentro do Projeto América do Sol com o intuito de incentivar a geração solar no País. A principal delas é o portal educativo América do Sol, que reúne uma série de informações, estudos e dados sobre energia fotovoltaica, a fim de esclarecer o funcionamento desta fonte renovável para o grande público e informar o potencial em países latino-americanos. 

Outros materiais de destaque são a cartilha de eletricidade solar impressa, com versões em português e espanhol, e um vídeo em animação que utiliza as mesmas ilustrações do manual para atingir um número maior de pessoas através das mídias sociais.




MAPA DE EMPRESAS DO SETOR FOTOVOLTAICO

Esse mapa foi criado pelo Instituto Ideal em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, GIZ no Brasil, para ajudá-lo a localizar a empresa de prestação de serviço na área de energia solar fotovoltaica que está mais próxima de você. Basta clicar nos ícones em destaque para ler mais sobre a empresa.

As informações sobre cada empresa/profissional são de responsabilidade dos mesmos. Lembramos, ainda, que não nos responsabilizamos pelos informações aqui fornecidas e pelos serviços que venham a ser prestados, uma vez que nosso apoio a você neste contexto limita-se em mapear onde estão os profissionais que atuam nesse setor.

Pedimos apenas que nos comunique caso tenha conhecimento de má prática por parte de alguma das empresas listadas, para que possamos, eventualmente, retirá-la da lista caso seja comprovado algum problema na prestação do serviço.

Caso você seja uma empresa e queria ser incluído no mapa, faça seu cadastro aqui >> http://www.americadosol.org/cadastro


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Atlas Eólico Paulista

Com o crescimento acentuado do setor eólico no Brasil, muitos investidores e agentes do setor de energia estão ainda muito ansiosos pela oficialização do novo mapa eólico brasileiro. Enquanto este ainda não é oficialmente publicado, o Estado de São Paulo publica o mapa eólico paulista e reafirma algumas expectativas de que os fabricantes não pagarão ICMS até 2020.

Com potenciais de mais de 4,5GW instaláveis, o estado ainda não possui fazendas eólicas de alta capacidade de produção. Espera-se que com essa politica, sejam realizados mais projetos da área em São Paulo.

Leia a matéria na íntegra a seguir.

Governo de São Paulo lança atlas eólico e garante isenção de ICMS a fabricantes até 2020


Campinas, Bauru, Sorocaba e Botucatu são as regiões mais propicias para implantação de usinas; primeiros leilões devem ocorrer já no primeiro trimestre de 2013

Crédito: Divulgação governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira (07/12) do lançamento do atlas eólico paulista. O documento se tornou público e oficializou o potencial que o estado tem para produzir energia elétrica por meio do vento. São 4.734MW de capacidade instalável, o que significa uma estimativa de geração de energia anual de 13 mil GWh.

"Parece pouco, mas é significativo", disse José Aníbal, secretário de energia de São Paulo, que também participou da cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. "É um primeiro passo que nós temos certeza que chega com muita vitalidade", completou Aníbal.

Os cálculos consideram áreas livres de restrições para implantação de parques eólicos em São Paulo, com velocidade de vento média anual superior a 6,5 metros por segundo e torres a 100 metros de altura. Os números também levam em consideração o potencial estimado a partir de dez anos (2002-2011) de dados simulados com modelos específicos para previsão do tempo.

Alckmin ainda aproveitou o lançamento do altas, que servirá como um mapa para o desenvolvimento de futuros projetos de geração eólica em São Paulo, para trazer uma boa notícia para a indústria de equipamentos da cadeia de energia a partir do vento. Ele prorrogou o prazo de isenção de 100% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS) para indústria eólica local, que antes terminaria em 2015 e, após o anúncio desta sexta-feira, será estendido até 2020.

"Vento agora é business, é dinheiro", brincou o Governador de São Paulo, ao falar para uma plateia de mais de 200 convidados, um destes, Élbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

“A eólica hoje é a segunda fonte mais competitiva nos leilões”, destacou Élbia. “De 2009 pra cá, são 6,7GW eólicos comercializados. Estamos falando em R$7 bilhões de investimentos por ano e um marcado que vem expandindo a taxas de 2GW/ano. Até 2020, teremos 16GW eólicos instalados, que representarão uma participação de 9% na matriz elétrica brasileira.”

Primeiros leilões
A partir da divulgação do altas, o govenador Geraldo Alckmin já prevê que os primeiros leilões para viabilizar esses empreendimentos ocorram no primeiro trimestre de 2013. Alckmin destacou as regiões com maior potencial para geração em São Paulo, que são as cidades de Campinas, Bauru, Sorocaba e Botucatu, todas no interior do estado, somando uma capacidade instalada de 1.200MW.

Na previsão do governante, os projetos se tornam atraentes para o investidor, dadas as vantagens competitivas que São Paulo proporciona: grande oferta de equipamentos produzidos localmente, o que reduz custos logísticos, bem como pelo fato de as futuras usinas estarem próxima ao maior centro de consumo de energia elétrica do País, que é a região Sudeste.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

GE Power & Water + Eólica + Brasil


O braço de renováveis da GE fechou contratos milionários para o fornecimento de mais de 200 turbinas eólicas no Brasil.

Com o negócio avaliado em mais de R$800 milhões, o mercado de energia eólica renovável atrai dia a dia cada vez mais investidores internacionais devido não só ao aquecimento do setor no país como também pelas crises de fornecimentos nos paises europeus e norte americanos.

Espera-se que o leilão deste ano contenha dos perto de 30GW de oferta, 14MW só de eólicas frente a uma pequena demanda de 1GW. Assim, possivelmente os preços da energia que competirão provavelmente cairá significativamente. A questão passa a ser a viabilidade técnica-econômica de implantação.

Segue abaixo uma contribuição de nosso colega Rodrigo Foschiani com uma reportagem publicada no Jornal FOLHA DE S.PAULO no último domingo (2 de dezembro de 2012).

Fonte: Jornal Folha de São Paulo


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Projeto Sensacional - Energias Limpas


Muitos estudiosos prevem um grande choque em quase todos os setores de produção mundial no momento em que os combustíveis fósseis acabarem, no entanto, cada dia mais as energias novas promovem inovações e tendências de melhoria de viabilidade técnica.

Na matéria abaixo, pode-se notar um projeto que conseguiu combinar diversas fontes de geração de energia renovável: Energia maremotriz, solar, eólica e de biocombustíveis.

Fonte: Galileu


Uma onda de energia limpa
Projeto usa mar, sol, vento e lixo para gerar eletricidade e acabar com queima de diesel no paraíso de Fernando de Noronha

Natural e limpinho: Usina que aproveita movimento das ondas vai atender à maior parte da demanda energética do arquipélago
Quando Américo Vespúcio chegou a Fernando de Noronha, em 1503, chamou o local de “verdadeira maravilha da natureza”. Os turistas de hoje parecem concordar com sua opinião, porque o número de visitas à ilha não para de crescer desde a década de 1990. Para eles, no entanto, não basta uma bela paisagem, golfinhos no mar e atobás no céu. É preciso certo conforto — como TV, ar-condicionado e banho quente no quarto da pousada. Haja energia.

Para atender a essa demanda, a ilha apela para a Usina Termelétrica de Tubarão. Ela queima uma média de 310 mil litros de diesel por mês, para gerar 3,2 MW, fazendo muito barulho e poluição. Além disso, o combustível precisa ser transportado de navio para a ilha — já pensou se um acidente o derrama no mar? Felizmente, tudo isso tem data para acabar, graças a um projeto de R$ 35 milhões que vai revolucionar a geração de energia do santuário ecológico.

Ainda este ano, entram em funcionamento duas usinas solares e 13 geradores eólicos. Ano que vem, é a vez de uma usina de pirólise, que queima o lixo não reciclável de modo controlado, gerando menos poluição do que uma incineração normal — e energia! De quebra, ela resolve o problema das 3 toneladas de resíduos geradas por dia no arquipélago, que são enviadas ao continente por R$ 15 mil mensais.

A maior novidade, no entanto, será uma usina marítima, prevista para funcionar em 2014. A tecnologia usa barcas fixadas no fundo do mar, com pás flexíveis que transformam a energia do vai e vem das ondas em eletricidade. O mecanismo já foi testado no mar de Peniche, área portuguesa de preservação ambiental com características semelhantes às de Noronha. “Ela não agride o ambiente. Como o mar é aberto, a placa funciona até como uma proteção para a vida no mar”, diz Fernando Machado, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do governo de Pernambuco e responsável pelo projeto.

ONGs e órgãos de preservação ambiental, como de praxe, ainda se mostram desconfiados. “Ainda não podemos afirmar nada”, diz Ricardo Araújo, chefe do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. “A usina pode ter influência para corais e peixes do local.” O governo de Pernambuco afirma que todos os projetos se enquadram nas exigências da legislação ambiental vigente, tanto federal quanto estadual. “Mas só teremos uma resposta conclusiva sobre o impacto ambiental de todos os sistemas quando os equipamentos estiverem instalados de fato”, pondera Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Energia mais Cara e Maior Viabilidade Econômica para Eólicas

As recentes chuvas no estado de São Paulo não são suficientes ou melhor dizendo, bem localizadas o suficiente para atender os reservatórios de água que estão secando em todo o nordeste brasileiro.

O setor de energia, atrelado a disponibilidade de água para geração de energia elétrica, a disponibilidade de linhas de transmissão e fontes de geração, aparentemente não esta conseguindo suprir toda a carga de energia de modo satisfatório. Um dos bons indicadores para se entender o problema de energia no país é o preço da energia do PLD que continua subindo na terceira semana consecutiva de maneira assustadora.

O preço da energia já bate hoje em dia a casa dos R$450,00/MWh. Valor muito acima dos valores típicos vendidos em leilões A-3 com uma média de R$120,00/MWh. Com um crescimento desenfreado como esse e despachos de energia por usinas termelétricas cada vez mais frequentes pelo governo federal, no final das contas, nós, BRASILEIROS, acabaremos por pagar uma conta muito mais alta por causa de jogos políticos e outros problemas de interligação de fontes de energia a rede.

Veja notícia do jornal da energia sobre o aumento do preço da energia elétrica no Brasil.


PLD ultrapassa R$ 450 por MWh
Na semana passada o valor já havia ultrapassado fronteira dos R$400, ficando em R$430 por MWh

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgou nesta sexta-feira (9/11) os valores do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Para a próxima semana, entre os dias 10 e 16 de novembro, o indicador ficou na faixa dos R$ 450 por MWh, considerando a média entre os submercados Sudeste/Centro Oeste, Sul, Norte e Nordeste. O valor ultrapassou os R$ 430 por MWh, do período anterior.

O indicador é utilizado nas liquidações do mercado de curto prazo, servindo também como referência para contratos os firmados no ambiente de contratação livre (ACL). Entre os fatores que estão contribuindo com ascensão do PLD nas últimas semanas, estão a falta de chuvas, que contribuiu com a diminuição dos níveis dos reservatórios, bem como a desconsideração da oferta das usinas do Grupo Bertin.

Confira como ficou os preços do PLD, validos para o período entre 10 e 16 de novembro:

Segue uma outra matéria que informa a melhoria da viabilidade econômica de usinas eólicas no país caso uma nova MP seja aprovada.


Para Renova, MP579 poderá dar mais competitividade às eólicas no ACL
Empresa revelou que está prospectando projetos hidrelétricos de médio porte

Se para muitos especialistas os efeitos da Medida Provisória 579 vem na contramão dos interesses de quem atua no mercado livre, para outros, como a Renova Energia, a medida vem para favorecer à comercialização de energia eólica nesse ambiente.

Durante teleconferência, realizada nesta sexta-feira (09/11), o presidente da Renova, Mathias Becker, explicou sua visão otimista. Segundo ele, da mesma forma que a MP vai obrigar os agentes a baixar a régua dos preços tetos negociados no ambiente livre (ACL), o “preço-piso” também será elevado, o que abrirá espaço para venda de energia nova (ex. eólica), que tem preços maiores que a “energia velha” (hídrica).

“O que a gente tem entendido é que a MP579 vai subir o chão e baixar o teto dos preços do mercado livre. O chão porque a energia barata sai do livre e vai para o cativo. E o teto desce porque os grandes consumidores passam a ter uma alternativa, fazendo com que haja uma pressão sobre o preço teto”, argumentou Becker.

O presidente da Renova ainda reforçou o interesse da empresa em vender energia de fonte eólica no ACL. Para ele, o preço teto da energia eólica no livre deve ser trabalhado entre R$ 125Mwh e R$ 130Mwh. “Inclusive criamos uma comercializadora para ajudar a nos posicionar nesse mercado”, disse.

A MP579 foi publicada em setembro. Seu conteúdo versa sobre a renovação de contratos de concessões que vencerão até 2017, redução e extinção de encargos e modicidade tarifária.

Novos projetos hidrelétricos
O presidente da Renova, Mathias Becker, revelou também que a companhia quer ampliar seu portfólio de negócio e garantiu que está estudando negócios em geração distribuída e em projetos de hidrelétricas de médio porte.

“Estamos estudando uma eventual entrada no mercado de UHEs de uma escala que a gente está habituado, próximo de PCHs, mas ainda sem uma decisão final dos acionistas”, disse.

Quanto aos resultados financeiros para o quarto trimestre, o superintendente de Finanças e Relações com Investidores da empresa, Daniel Samano, explicou que os números devem repetir os do terceiro trimestre de 2012, uma vez que a companhia não tem novos projetos entrando em operação nos próximos três meses. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Energia Solar no Brasil

Após diversos debates com colegas de trabalho, cheguei a conclusão que a implantação de sistemas grandes de geração de energia solar, de modo geral, não possuem viabilidade técnica-econômica a não ser que haja algum tipo de subsídio, tarifa diferenciada ou então algum "patrocínio" ou algum outro tipo de apelo que não econômico para justificar a implantação do sistema.

Em casos que o volume de investimento para se levar uma transmissão e distribuição até um local totalmente isolado da rede ou então em casos nos quais hajam impeditivos físicos de se levar os alimentadores de modo convencional, é plausível o uso para garantir pequenos fornecimentos de energia. No entanto, saibamos que essa conta mais elevada acabará em algum momento e de algum modo caindo nos bolsos de todos os consumidores.

Abaixo segue duas notícias de implantação de sistemas fotovoltaicos no Brasil e em megaprojetos de propaganda pois com certeza o estádio possui um tempo de retorno do capital do sistema de energia bem maior que a sua própria vida útil.

Conforme notícia abaixo, imaginem gastar mais de 10 milhões de EUROS para alimentar nem 600 residência no Amazonas. Realmente volumes de investimentos que sairão dos bolsos de cada um de nós.

Além desses projetos, estão saindo do papel diversos estadios com geração solar que custarão a sociedade mais de R$10 milhões para a instalação e n"ao a geração de 1MW.

Depois de tantos leilões de quem paga menos... Estamos passando desapercebidamente por uma obrigação do quem paga mais.



Projetos solares começam a sair do papel nos estados

Eletrosul, AES Eletropaulo e Amazonas Energia têm projetos em andamento

Os projetos de usinas solares fotovoltaicas começam a tomar contorno em alguns estados do Brasil, enquanto as empresas adquirem expertise para lidar com a implantação da fonte por aqui, nos próximos anos. A Megawatt Solar, usina fotovoltaica de 1MW que será implantada na sede da Eletrosul, segue na expectativa de que as primeiras placas cheguem até  final do ano e o comissionamento aconteça em abril de 2013.

Segundo Rafael Takasaki Carvalho, gerente da divisão de planejamento de geração da Eletrosul, projetos como o da usina Megawatt Solar ajudam no desenvolvimento do mercado, denominado Energia Verde. “Também podem contribuir com o plano para implantação da indústria nacional”, disse durante o Solar Summit, evento realizado pelo Jornal da Energia em parceira com a IBC Brasil, em São Paulo. Para ele, o processo também vai contribuir para o entendimento da conexão da solar na rede.

Para a construção da usina do prédio da Eletrosul, em Florianópolis (SC), o consórcio vencedor da concorrência internacional foi o liderado pela Efacec, sendo que, na primeira licitação, do total de 14 concorrentes, nenhum foi habilitado. Na segunda concorrência, que contou com oito participantes, apenas quatro puderam concorrer.

No estado do Amazonas, onde o governo busca alternativas para inserir a energia renovável na matriz, a solar é vista como uma fonte complementar. Ainda assim, o Manaus Solar, projeto fruto de uma parceria com a Eletrobras Amazonas, deve se tornar a maior usina solar da América Latina conectada à rede, com 4MW de capacidade previstos.

 “Nos reunimos com empresas de vários países em agosto passado, sendo que, para nossa surpresa, quatro companhias privadas manifestaram interesse em integrar o projeto”, revelou Anderson Bittencourt, da Secretaria do Estado do Meio Ambiente do Amazonas. Ele contou que as corporações já entregaram propostas onde descrevem de que forma desejam investir no projeto.

A intenção é que a Manaus Solar seja instalada no entorno do estádio Arena Amazonas, com um orçamento estimado na casa dos 10,8 milhões de euros, conforme apresentou o Bittencourt durante o Solar Summit. A usina teria capacidade para atender 570 residências. Para se ter uma ideia, mesmo após a construção do Linhão do Tucuruí, o Amazonas teria 33 municípios não conectados ao Sistema interligado Nacional.

São Paulo

Em São Paulo a AES Eletropaulo lidera um grupo está implantando uma usina fotovoltaica de 1MW na Arena Corinthians, futuro estádio do clube paulista, na Zona Leste de São Paulo. O projeto deve ser entregue em dezembro de 2013, seis meses antes da abertura da Copa de 2014. “O cronograma está sendo seguido junto com o processo de construção do estádio”, garantiu Sunny Jonathan, da diretoria de inovação e serviços de suporte da AES Eletropaulo.

Recentemente, em conversa com o Jornal da Energia, o diretor do grupo setorial de energia fotovoltaica da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Leônidas Andrade.comentou que os entraves na licitação desses empreendimentos estão se tornando uma dor de cabeça para os investidores. “O nível de exigência para licitações de 1MW são desproporcionais, o que não tem dado condições de as empresas nacionais participarem”, desabafou.

Ele acredita que, dos 12 estádios que poderiam se tornar usinas fotovoltaicas, apenas quatro ou cinco devem sair do papel. Um desses projetos deverá ser o Mineirão Solar, da Cemig, que chegou a ter todas as empresas não habilitadas e, entre idas e vindas, o vencedor será anunciado na próxima semana. 


Vencedor da licitação do Mineirão Solar será apresentado na próxima semana, garante Cemig

Empresa permanece com a previsão de finalizar a obra no final do ano, embora já considere atrasos

Depois de vários adiamentos, é esperada para a próxima semana a divulgação do vencedor da usina fotovoltaica da Cemig, conhecida como Mineirão Solar, em Minas Gerais. O projeto prevê a construção de uma planta solar com potência de 1MW, que será instalada na cobertura do estádio do Mineirão - uma das arenas da Copa do Mundo.

Segundo o gestor de projetos de energia renovável da Cemig, Alexandre Heringer, o adiamento aconteceu devido uma suspenção temporária da licitação “em virtude de um mandato de segurança aberto por um participante da licitação". No entanto, a concessionária já derrubou esse recurso jurídico e está finalizando até sexta-feira (19/10) os estudos técnicos.

"A previsão que temos é de divulgar o vencedor já na semana que vem", afirmou Heringer, que conversou com jornalistas após participar do Solar Summit, em São Paulo, evento realizado pelo Jornal da Energia e pelo IBC Brasil.

"É importante que o cronograma da usina não se confunda com o do próprio Mineirão. Permanecemos com a previsão de concluir a usina no final do ano. O que é preciso ficar claro é que o Mineirão não vai atrasar. Pelo contrário, será um dos primeiros estádios da Copa a serem entregues. Agora, a usina pode ser que atrase um mês", acrescentou o técnico da Cemig.

Sem dar muitos detalhes, Heringer adiantou que a proposta vencedora não ficou muito abaixo do valor previsto para o projeto solar, estimado em R$10 milhões. "Temos a esperança de que a usina fique pronta em dezembro, apesar de todo o atraso, a gestão está se esforçando para que a usina fique pronta junto com a inauguração do estádio", concluiu.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Impactos da Pintura

Muitos buscam criar, modificar ou adaptar soluções ou produtos para assim conseguir ofertar um serviço ou produto que os faça ganhar muito dinheiro.

Partindo deste princípio, uma empresa de tintas tem conseguido revolucionar de modo fantástico.
Com um nanotecnologia embarcada em seus produtos, a tinta mencionada na reportagem a seguir é capaz de proporcionar ótimos isolamentos acústico e térmico ao material pintado.

Tal aplicação foi testada em um dos trens do metrô de São Paulo na linha vermelha. Conforme a reportagem, "...Após a aplicação, o nível de ruídos dentro do vagão diminui 33% e a sensação térmica num trem lotado, que poderia chegar aos 32 °C, agora se mantém entre 23 °C e 25 °C...".


Imaginem as possíveis aplicações deste material substituindo outros materiais bem mais volumosos, caros, aumento da eficiência de sistemas, aplicação em equipamentos mecânicos, pintura de paredes, tetos e chãos de apartamentos... O limite da aplicação esbarra no limite da imaginação da aplicação.

Fonte: Galileu

Uma mão (de tinta) contra o barulho

Pintura hi-tech tira 33% do ruído do metrô de SP e ainda ajuda a refrescar passageiros

Se a superlotação do Metrô de São Paulo parece longe de um fim, o calor nos vagões e o barulho já são combatidos com uma pincelada tecnológica. A companhia começou a aplicar uma camada de tinta spray hi-tech na parte interna dos vagões de trens antigos para fazer o isolamento térmico e acústico do ambiente. 

Como os veículos vão ganhar ar-condicionado, a tinta deve dificultar a entrada de calor externo e abafar o barulhão que o simples passar do trem pelos túneis produz. “Isso graças a uma espécie de ‘efeito Suflair’”, diz Antônio Carlos Storani, químico da Nanotech, empresa que desenvolveu a tecnologia a pedido do Metrô. A tinta é composta por milhares de bolinhas de ar — como as do chocolate, mas microscópicas. Como o ar é um condutor de calor ruim, a pintura dificulta que a temperatura externa seja transferida ao interior do trem pela parede metálica. O mesmo acontece com o som: a estrutura faz as ondas sonoras perderem sua intensidade. 

Isolamento térmico e acústico não é novidade, mas normalmente é feito com materiais como as espumas que cobrem as paredes de estúdios de gravação. O isolamento por tinta spray só foi feito em um dos trens da linha vermelha de São Paulo (a ideia é pintar mais 16 unidades até 2014), mas já traz bons resultados. Após a aplicação, o nível de ruídos dentro do vagão diminui 33% e a sensação térmica num trem lotado, que poderia chegar aos 32 oC, agora se mantém entre 23 oC e 25 oC. O material usado é caro: R$ 30 o metro quadrado de pintura. Mas se o custo cair, talvez no futuro consigamos reduzir o barulho da rua com uma simples mãozinha extra de tinta na parede de casa.